Atualização RDC Anvisa 1.000/25 SNCR em operação

RDC Anvisa 1.000/25: A nova norma da Anvisa que atualiza a prescrição eletrônica de medicamentos controlados

Entenda o que muda nos receituários físicos e eletrônicos e como o CFM já está preparado para a nova regulamentação.

  • 100% Em conformidade
  • SNCR Integração completa
  • 24/7 Disponível sempre

Sobre a RDC Anvisa 1.000/25

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 1.000/2025 estabelece requisitos de controle para Notificações de Receita, Receitas de Controle Especial e receitas sujeitas à retenção emitidas em meio eletrônico, além de alterar regras dos modelos físicos, da identificação do paciente, da numeração e dos fluxos de controle.

As mudanças visam aumentar a rastreabilidade, padronizar processos nacionais e integrar a prescrição ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR). A autonomia clínica do médico permanece, mas a prescrição deve observar a classificação sanitária, o tipo de receituário e os demais requisitos das normas vigentes.

Padronização nacional

Uniformização de processos em todo território brasileiro

Controle e rastreabilidade

Sistema nacional para monitoramento de prescrições

Integração com SNCR

Sistema Nacional de Controle de Receituários centraliza informações

Modernização regulatória

Atualização da Portaria SVS/MS nº 344/98 para o contexto digital

O que muda e o que não muda com a
RDC Anvisa 1.000/25

Entenda o que permanece igual e o que passa a valer com a nova regulamentação

O que NÃO muda

Suas garantias profissionais permanecem intactas

✓

Autonomia médica preservada

A RDC não altera a avaliação clínica nem a escolha terapêutica tecnicamente indicada

✓

Liberdade de prescrição

A escolha terapêutica permanece do médico, observadas as regras sanitárias de receituário, limites e prazos

✓

Prescrição eletrônica continua válida

O meio digital segue sendo aceito e incentivado

O que muda

Principais dúvidas do dia a dia respondidas com base na norma

Continuo emitindo receitas físicas?

Sim. A RDC Anvisa 1.000/25 disciplina também o meio eletrônico, mas os modelos físicos seguem válidos. Novas impressões devem usar o modelo vigente publicado pela Anvisa.

Posso continuar usando meu sistema?

Para emitir receita eletrônica de controlados, o sistema precisa estar integrado ao SNCR por API. Serviços de prescrição não integrados ficam impedidos de emitir esses receituários.

Quando preciso usar o SNCR?

O prescritor não acessa o SNCR diretamente. A numeração das Notificações de Receita é pedida na Vigilância e reservada na plataforma. Na Receita de Controle Especial e na sujeita à retenção, a solicitação é só pela plataforma. A plataforma integrada usa esses números, e as farmácias registram a utilização no SNCR. A autenticação é pelo Gov.br.

Preciso solicitar nova numeração?

Nas Notificações de Receita, físicas e eletrônicas, a numeração é solicitada na Vigilância Sanitária. No eletrônico, depois reserve os números na plataforma. Na Receita de Controle Especial e na sujeita à retenção, a solicitação é só pela plataforma. Com autorização do prescritor, a plataforma integrada usa esses números. A autenticação é pelo Gov.br.

Preciso trocar certificado digital?

Se você já tem certificado ICP-Brasil, não. Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção exigem assinatura qualificada ICP-Brasil.

No sistema muita coisa mudou?

Para o médico, o fluxo continua simples. A integração ao SNCR, a numeração e o registro de uso são feitos pela própria plataforma e o sistema do CFM já está preparado para a RDC Anvisa 1.000/25.

Comparativo: como era e como ficou

Regras de prescrição de medicamentos controlados antes e depois da RDC Anvisa 1.000/25

Comparativo das regras de prescrição de medicamentos controlados antes e depois da RDC Anvisa 1.000/25.
Tema Como era (Portaria SVS/MS 344/98) Como ficou (RDC Anvisa 1.000/25) Base na norma
Receita física Único formato para controlados, com vias impressas. Continua válida. Novas impressões usam o modelo vigente publicado pela Anvisa. Art. 19
Receita eletrônica Não havia receituário nato-digital para medicamentos controlados. Gerada exclusivamente em serviço de prescrição eletrônica integrado ao SNCR (via API). Arts. 2º e 4º
Numeração Fornecida presencialmente pela Vigilância Sanitária local. Notificações: Vigilância e reserva na plataforma. Controle especial e retenção: solicitação pela plataforma. A plataforma integrada usa os números. A autenticação é pelo Gov.br. Arts. 5º, 7º e 16
Assinatura Manual, feita no papel. Qualificada ICP-Brasil para Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção. Arts. 8º e 11
Vias e cópias Notificação acompanhada de receita; Controle Especial em 2 vias. Versão eletrônica dispensa a receita anexa e a emissão em duas vias. Arts. 9º e 10
Registro da dispensação Anotação manual no verso / controle via SNGPC. Registro de uso no SNCR pela farmácia; receita utilizada uma única vez. Arts. 13 e 15
Termo de responsabilidade (retinoides e talidomida) Impresso e assinado à mão. Pode ser eletrônico, com assinatura válida, em arquivo distinto do receituário; a norma específica pode exigir meio físico mesmo com receita eletrônica. Arts. 21 e 24
Portaria SVS/MS nº 344/98 atualizada

Tipos de receituário

Cada documento tem finalidade e requisitos próprios; o tipo decorre da classificação sanitária do medicamento

NR

Notificações de receita

Portaria SVS/MS nº 344/98

  • A (NRA)
  • B (NRB)
  • B2 (NRB2)
  • Retinóides (NRR)
  • Talidomida (NRT)

Passam a ser permitidas em meio eletrônico.

Autorização prévia junto à Vigilância

RCE

Receita de controle especial

Portaria SVS/MS nº 344/98

  • Controle especial

No eletrônico, a numeração é atribuída pelo SNCR.

Numeração automática

RET

Receita sujeita à retenção

RDC nº 471/21

  • Antimicrobianos
  • Agonistas do GLP-1

No eletrônico, a numeração é atribuída pelo SNCR.

Numeração automática

Tipo definido pela norma

O tipo de receituário deve ser definido conforme a substância prescrita, as listas e adendos da Portaria SVS/MS nº 344/1998 e as normas específicas. Não se trata de opção do prescritor. A RDC nº 1.000/2025 abrange, em meio eletrônico: Notificações A, B, B2, C2 (retinoides sistêmicos), Talidomida, Receita de Controle Especial e receitas sujeitas à retenção.

Classificação sanitária 100% em conformidade

Receituários físicos

Principais mudanças nos modelos impressos de receituário

Atualização dos modelos

A RDC nº 1.000/2025 revogou os modelos dos anexos da Portaria SVS/MS nº 344/1998. Os modelos físicos vigentes são publicados no portal da Anvisa e incluem CPF ou passaporte e endereço completo do paciente.

Impressão pelo médico

Atenção: as Notificações de Receita devem ser impressas pelo prescritor em gráficas. Recomenda-se consultar a Vigilância Sanitária local para verificar se há exigência de que a impressão seja realizada exclusivamente por gráficas previamente autorizadas.

Numeração via Vigilância

Numeração dos documentos físicos continua a ser solicitada junto à Vigilância Sanitária competente.

SNCR centraliza controle

O prescritor não acessa o SNCR diretamente: pede a numeração pela plataforma, que usa esses números. A autenticação é pelo Gov.br.

Identificação do paciente

Dados obrigatórios para todos os tipos:

✓ CPF ou passaporte

Nome completo e CPF ou, se estrangeiro, passaporte. Sem CPF, registrar “não possui”.

✓ Endereço completo

Nos modelos vigentes da Anvisa, consta o endereço completo do paciente.

Atenção às regras obrigatórias

Regras essenciais de prescrição

Requisitos que devem ser rigorosamente cumpridos

Classificação obrigatória

Identificação clara do tipo de substância prescrita conforme listas da Portaria SVS/MS nº 344/98

Regras da Portaria SVS/MS nº 344/98

Todas as determinações da Portaria SVS/MS nº 344/98 permanecem vigentes, com atualizações da RDC Anvisa 1.000/25

Não misturar categorias

Não misturar listas A, B e C no mesmo documento. Medicamentos sujeitos à retenção (antimicrobianos e agonistas GLP-1) não devem ser prescritos no mesmo receituário que medicamentos da Portaria SVS/MS nº 344/1998.

Limite por tipo de receita

  • Notificação A 1 substância; até 5 ampolas ou quantidade para até 30 dias de tratamento.
  • Notificação B 1 substância; até 5 ampolas ou quantidade para até 60 dias de tratamento.
  • Notificação B2 1 substância; quantidade para até 30 dias de tratamento. Para sibutramina: até 60 dias, respeitada a dose máxima de 15 mg/dia.
  • Notificação de Receita Especial – C2 1 substância; até 5 ampolas ou quantidade para até 30 dias de tratamento.
  • Talidomida 1 medicamento; a validade da Notificação de Receita segue a RDC Anvisa nº 11/2011, e a quantidade para tratamento segue a Portaria SVS/MS nº 344/1998.
  • Receita de Controle Especial Até 3 substâncias por receita. A quantidade de cada substância fica limitada a 5 ampolas ou à quantidade correspondente a até 60 dias de tratamento. Para antiparkinsonianos e anticonvulsivantes, pode corresponder a até 6 meses de tratamento.

Quantidades superiores aos limites: nos casos expressamente previstos na Portaria nº 344/1998, como nas Notificações A e B e na Receita de Controle Especial para C1/C5, devem ser acompanhadas de justificativa contendo CID ou diagnóstico e posologia, além de data e assinatura do prescritor.

Responsabilidade do prescritor

O médico é responsável pela correta classificação dos medicamentos prescritos, pelo cumprimento dos limites estabelecidos e pela adequação do receituário à categoria de substância. O descumprimento das regras pode acarretar responsabilização profissional e legal.

Como funciona

Fluxo simplificado de prescrição eletrônica

Preparação da numeração

  1. Solicitação de Números

    Notificações de Receita: na Vigilância e, depois, reserva na plataforma. Controle especial e retenção: só na plataforma. A autenticação é pelo Gov.br.

  2. Geração da Numeração

    Com autorização do prescritor, a plataforma usa os números concedidos pela Vigilância

  3. Integração com SNCR

    Numeração enviada para a plataforma de prescrição

Emissão e dispensação

  1. Emissão da Receita

    Receita eletrônica é gerada na plataforma

  2. Recebimento da Receita

    Paciente recebe a receita eletrônica

  3. Dispensação na Farmácia

    A farmácia valida assinatura e numeração e registra a utilização no SNCR

Prescrição eletrônica

Tipos de assinatura digital e requisitos de validade

O que não é considerado receituário eletrônico

✗ Documento em papel digitalizado ou foto de receita

✗ Receita física escaneada e enviada por e-mail ou WhatsApp

✗ Documento físico assinado digitalmente após a impressão

Notificação, Receita de Controle Especial e receitas com retenção (antimicrobianos e GLP-1) só são válidas em serviço integrado ao SNCR. A Notificação exige numeração prévia da Vigilância; na Receita de Controle Especial e na retenção, a numeração vem do SNCR.

Atenção ao tipo de receita

A assinatura exigida depende do medicamento, não do sistema

Não reconhecida pela RDC

Não gera receita com validade sanitária

Assinatura Eletrônica Avançada

Inclui gov.br e certificados avançados (Lei nº 14.063/2020)

Não substitui o ICP-Brasil na receita

Pode ser usada nos termos de responsabilidade, quando a norma admitir

Assinatura Qualificada (ICP-Brasil)

Certificado digital padrão ICP-Brasil

Válida para Notificação, Controle Especial e retenção

Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção

Qual assinatura usar em cada caso

Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção: assinatura qualificada ICP-Brasil

Validação de assinaturas disponível em: validar.iti.gov.br

Validação da prescrição eletrônica

A receita eletrônica assinada com certificado digital ICP-Brasil tem a mesma validade jurídica que a receita física. O paciente pode apresentá-la impressa ou digitalmente nas farmácias. O CFM valida automaticamente a assinatura e gera o documento conforme as exigências da Anvisa.

Termos de Responsabilidade e Consentimento

Os termos exigidos pela norma do medicamento (retinoides, talidomida, anorexígenos e demais casos) podem ser emitidos e assinados eletronicamente, quando a regulamentação específica admitir, com assinatura avançada ou qualificada dos signatários.

✓ Podem ficar em arquivo distinto do receituário, salvo disposição em contrário

✓ Observar preenchimento, vias, destinação, arquivamento e prazo de guarda

✓ Quando a norma permitir, o termo pode permanecer em meio físico mesmo se a receita for eletrônica

✓ Assinatura avançada ou qualificada do prescritor e do paciente, quando exigida

100% integrado e operando

Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR)

Plataforma nacional da Anvisa para rastreamento de medicamentos controlados

O que é

Controla a numeração e o registro de utilização dos receituários. O prescritor não acessa o SNCR diretamente: pede a numeração pela plataforma, que usa esses números. Não substitui a escrituração no SNGPC. A autenticação é pelo Gov.br.

Para que serve

Concessão da numeração pelas Vigilâncias e registro da utilização pelas farmácias. No papel, o SNCR só gera e distribui números. No eletrônico, a plataforma integrada emite o modelo oficial.

Status atual

Em operação. A numeração eletrônica é solicitada na plataforma, integrada ao SNCR. A autenticação é pelo Gov.br.

Modelos eletrônicos da Anvisa

Os modelos eletrônicos de Notificação, de Receita de Controle Especial e de Receita Sujeita à Retenção são exclusivos de plataformas integradas ao SNCR: não podem ser preenchidos manualmente nem customizados e são diferentes dos modelos para impressão.

Uso só em plataforma integrada ao SNCR. Não preencher à mão.

Marcos da RDC

Principais marcos da RDC Anvisa 1.000/25 e do SNCR.

  1. Publicação da RDC

  2. Entrada em vigor

  3. Versão 2 dos modelos impressos obrigatória

  4. Liberação dos modelos eletrônicos

  5. Funcionalidades eletrônicas do SNCR

  6. Adequação dos sistemas

  7. Emissão de notificações eletrônicas

Solicite a numeração pelo CFM

Na Prescrição Eletrônica do CFM, a solicitação de numeração é realizada diretamente na plataforma, por meio da integração com o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) da Anvisa.

Para isso, basta que o médico tenha sua inscrição ativa e atualizada no Conselho Regional de Medicina (CRM). Não é necessário acessar o SNCR para solicitar os números.

Acesse a plataforma do CFM

Papel e eletrônico em conjunto

O receituário físico e o eletrônico seguem aceitos

Receituário físico segue válido

Modelos impressos continuam aceitos. A numeração das notificações físicas segue com a Vigilância Sanitária.

SNGPC continua válido

Escrituração de medicamentos. Coexiste com o SNCR, sem prazo de fusão.

Dois meios aceitos

O eletrônico vale em plataforma integrada ao SNCR. O físico permanece para quem emite em papel.

O que fazer agora

  • Novas impressões: utilize o modelo vigente disponibilizado pela Anvisa

  • Solicite na Vigilância a numeração das Notificações físicas e eletrônicas

  • No eletrônico, use ICP-Brasil para Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção

  • Utilize a plataforma para as solicitações de numeração junto à Vigilância (SNCR). A autenticação é pelo Gov.br.

  • Acompanhe comunicados da Anvisa e do CFM sobre o SNCR

O CFM já está preparado

Sistema totalmente adequado à RDC Anvisa 1.000/25

Identificação automática

Reconhecimento inteligente de categorias de medicamentos controlados

Regras aplicadas em tempo real

Validação instantânea conforme diretrizes da Anvisa

Alertas inteligentes

Notificações sobre possíveis inconsistências antes da finalização

Receita pronta no padrão Anvisa

Documento gerado automaticamente em conformidade total

100% em conformidade com a nova regulamentação

Perguntas frequentes sobre a RDC Anvisa 1.000/25

Tire suas dúvidas sobre os novos modelos de receituário, prescrição eletrônica e o processo de transição.

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